Força do El Niño faz Rio anunciar medidas e acelerar Plano Verão
Prefeitura do Rio anuncia plano para minimizar efeitos do El Niño A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, na manhã desta segunda-feira (20), medidas de preve...
Prefeitura do Rio anuncia plano para minimizar efeitos do El Niño A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, na manhã desta segunda-feira (20), medidas de prevenção, monitoramento e resposta do município diante da possibilidade de intensificação dos efeitos do El Niño. São ações para enfrentar calor extremo e chuva intensa. O plano usa como base o Plano Verão, anunciado anualmente para minimizar os efeitos do verão, e que será antecipado. No total, o investimento previsto é de R$ 1 bilhão. “Temos grandes obras de infraestrutura, como o PAC do Jardim Maravilha, em Acari, o PAC da Maré, o PAC da Rocinha, o PAC em Realengo, com a construção de mais dois piscinões. Enfim, a gente tem anunciado permanentemente investimentos. Só esses 5 ou 6 que anunciei dá quase R$ 1 bilhão de investimento", disse. Prefeito Eduardo Cavaliere participa do anúncio de plano para minimizar efeitos do El Niño Reprodução/ Prefeitura do Rio O prefeito, no entanto, fez uma ressalva de que nem tudo ficará pronto este ano. "É óbvio que boa parte dessas áreas mais sensíveis ainda estão sujeitas a eventos no próximo verão.” A fala do prefeito se refere às obras do Projeto Bairro Maravilha, que conta com 75 localidades beneficiadas nas zonas Norte e Oeste desde 2021 e tem 28 obras em andamento. A previsão é que 14 delas fiquem prontas até o verão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A meteorologista Juliana Hermsdorff, do Alerta Rio, serviço de previsão do tempo da Prefeitura do Rio, afirma que os dados indicam elevação na temperatura já no fim do inverno. "Baseado em eventos anteriores desse fenômeno, temos maiores ondas de calor e mais frequentes, com um impacto na elevação da temperatura média, já no fim do inverno, na primavera e no verão", afirmou a meteorologista. O QUE É O EL NIÑO? O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Agora no g1 Alerta Segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima, a tendência é que o El Niño se intensifique ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro. Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos. TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O EL NIÑO: Quando foi o último 'super' El Niño? Entenda por que o intervalo entre os eventos extremos vem encurtando Boias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El Niño El Niño 2026: o que é, por que os cientistas estão em alerta e como isso pode afetar sua vida Prefeitura do Rio antecipa anúncio de plano de prevenção a fenômenos climáticos Reprodução/ Prefeitura do Rio Calor A cidade utilizou como parâmetro para a elaboração das medidas os planos de verão da própria prefeitura. Uma das medidas previstas é o reforço dos protocolos de calor na comunicação com a população. São eles: Calor 1: Não há previsão de altos índices de calor. A cidade continua em sua rotina normal. Calor 2: Há registro de altos índices de calor (acima de 36°C) por um ou dois dias consecutivos. Calor 3: Há registro de altos índices de calor (36°C a 40°C) com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Calor 4: Há registro de índices de calor muito alto (40°C a 44°C) com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Calor 5: Há registro de índices de calor muito alto (acima de 44°C) com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Caso a cidade chegue ao nível de calor 4, a cidade passa a adotar uma série de medidas para minimizar os efeitos da temperatura. A cidade chegou a este patamar em fevereiro do ano passado. O Rio nunca chegou ao Calor 5. Abertura de pontos de resfriamento (Naves do Conhecimento, Parques, Vilas Olímpicas e outros locais); Parada para hidratação de funcionários que trabalham expostos ao sol; Possibilidade de suspensão de eventos, caso medidas de adaptação não sejam adotadas pelos produtores de evento; Aulas de Educação Física transferidas para espaços cobertos; Distribuição de água ampliada para a população mais vulnerável. As medidas adotadas em caso de Calor 5 são, além das anteriores, a suspensão das atividades consideradas não prioritárias em áreas externas sujeitas à radiação solar, principalmente nos horários de maior exposição. A prefeitura afirmou que a instalação de novos parques, como na Maré e em Realengo, também é uma estratégia do poder municipal para reduzir a temperatura, criando cinturões verdes. Chuva O sistema de alerta por sirenes em caso de chuva forte conta com 165 sirenes que alertam para a necessidade deslocamento em áreas vulneráveis para 225 pontos de apoio indicados pela Defesa Civil Municipal. O sistema de alerta para o envio de alertas de emergência para telefones celulares em caso de emergência também será reforçado. Além da Operação Ralo Limpo, que prevê a limpeza de ralos e bocas-de-lobo da cidade do Rio para evitar alagamentos, a cidade conta este ano com a Operação Moto Ralo, que conta com agentes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos atuando de forma emergencial. Com agentes utilizando motos, os servidores chegam mais rápido aos pontos de alagamento, realizando a sinalização do local antes da chegada de equipamentos pesados e em casos de desentupimentos mais simples. 🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto El Niño e La Niña Arte/g1 O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. 🌧️ Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.