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Caso Henry Borel: em júri, irmão de Monique Medeiros diz que nunca viu sinais de agressão à criança

Julgamento do caso Henry Borel No sexto dia do júri sobre a morte do menino Henry Borel, o irmão de Monique Medeiros, mãe da criança e ré por tortura e hom...

Caso Henry Borel: em júri, irmão de Monique Medeiros diz que nunca viu sinais de agressão à criança
Caso Henry Borel: em júri, irmão de Monique Medeiros diz que nunca viu sinais de agressão à criança (Foto: Reprodução)

Julgamento do caso Henry Borel No sexto dia do júri sobre a morte do menino Henry Borel, o irmão de Monique Medeiros, mãe da criança e ré por tortura e homicídio com o ex-companheiro, Jairinho, disse que não via sinais de agressão à criança: "A pele dele era muito branquinha. Se tivesse alguma mancha, ficaria muito destacada na pele dele", disse Bryan no II Tribunal do Júri. Neste sábado (30), começaram a ser ouvidas as testemunhas de defesa de Monique Medeiros, mãe da criança e ré por tortura e homicídio com o ex-companheiro, Jairinho. O júri entra em sua semana final antes do veredito, que deve ser dado a partir de terça-feira (2) da próxima semana. Até a madrugada de sábado, já tinham sido ouvidas 13 testemunhas. A primeira testemunha ouvida neste sábado (30) foi Bryan Medeiros, irmão de Monique Medeiros. Ele relatou que soube do crime quando Monique fez uma ligação de vídeo de madrugada contando que o Henry Borel não estava mais respirando. Ele contou que viu o pai da criança, Leniel, ao chegar ao hospital. "Vi o Leniel desolado, chorando e se lamentando muito". Questionado pela juíza Elizabeth Machado Louro, Bryan negou que Monique tenha comentado com sua família que sabia ou desconfiava de qualquer episódio de agressão contra Henry Borel. Bryan contou que a irmã relatou que seu telefone estava grampeado durante o relacionamento dela com Jairinho. Ele também contou que soube de episódios em que Jairinho demonstrou ciúmes de Leniel, pai de Henry, e tentava exercer "controle" sobre Monique. O tio de Henry afirmou que uma selfie de Monique, tirada dentro da delegacia durante as investigações do caso e enviada para uma familiar, foi compartilhada fora de contexto para prejudicar a imagem dela: "A foto foi maldosamente compartilhada para mostrar que a Monique não estava sofrendo pela partida do filho dela, que revelava até um narcisismo da parte dela", lamentou. Irmão diz que Monique foi obrigada a mentir em depoimento O irmão de Monique Medeiros afirmou que o advogado André França, logo após o crime, obrigou Monique a mentir no primeiro depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca). Na época, França defendia Jairinho e a própria Monique, que ainda eram um casal. "A Monique foi treinada para mentir no primeiro depoimento, e a gente não tinha ideia que seria extremamente prejudicial. Ele não defendeu a Monique, porque ele modificou a narrativa dos fatos após a morte do Henry", pontuou. Em seguida, Bryan deu exemplos do que seria a narrativa inventada. Ele afirmou que ouviu do advogado que Monique foi colocada na história como a pessoa que acordou na madrugada que a criança morreu: "Falar que o Jairo acordou seria extremamente prejudicial. Então, ele coloca a monique na posição de ter acordado primeiro e que não haveria suspeitas. 'A gente vai falar que ela estava sentada recostada na cama'. Nossa missão era disseminar essa narrativa" 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Por conta de um Habeas Corpus que determinou que Jairinho seja ouvido depois de Monique, que o acusa de ter cometido o homicídio de Henry, as testemunhas de Monique Medeiros serão ouvidas primeiro. Entre as testemunhas convocadas pelas duas defesas, estão o pai de Jairinho, o coronel Jairo, e a babá de Henry Borel, Thayná Ferreira, que deu versões conflitantes sobre o caso à polícia e alegou ter sido coagida por Monique Medeiros a apagar mensagens e mentir em depoimentos. Jairinho e Monique Medeiros na audiência desta terça-feira (14) sobre o caso Henry Borel Brunno Dantas/TJ-RJ Também serão ouvidas a mãe de Monique Medeiros, Rosângela Medeiros e o perito Leonardo Tauil, que assina os laudos de necrópsia de Henry, produzidos entre março e dezembro de 2021. Depoimento de Leniel dura quase 10 horas Em um depoimento de quase 10 horas, o pai de Henry, Leniel Borel, relembrou momentos vividos com o filho pouco antes da morte da criança e afirmou ter considerado estranhas algumas atitudes de Monique. Ao relembrar a madrugada de 8 de março de 2021, Leniel Borel contou aos jurados que recebeu uma ligação de Monique Medeiros por volta das 4h20 da manhã, quando seguia para o trabalho em Macaé. Segundo ele, a mãe de Henry informou que o menino estava em parada cardiorrespiratória no Hospital Barra D'Or. Pouco depois, Jairinho também falou ao telefone e pediu que ele fosse até a unidade de saúde. "Vem aqui para o Barra D'Or que o Henry está em parada cardíaca", relatou Leniel, reproduzindo a fala atribuída ao ex-vereador. O pai de Henry afirmou que chegou ao hospital cerca de 20 minutos depois e encontrou médicos tentando reanimar a criança. Emocionado, contou que a cena o marcou profundamente. "Eu vejo meu filho cheio de marcas, deitado na maca, rígido. Eu entreguei ele bem de saúde horas antes. Aquela criança já não era meu filho." Segundo Leniel, naquele primeiro momento Jairinho afirmou que havia acordado após ouvir um barulho e encontrado Henry caído. O pai da criança disse que a explicação apresentada pelo casal chamou sua atenção imediatamente, principalmente pela informação de que Monique teria feito os procedimentos de reanimação enquanto Jairinho dirigia até o hospital. "Eu conhecia a Monique há oito anos e ela nunca fez um curso de primeiro socorro. Qual era o mais lógico? Era o Jairinho, que é médico, fazendo os procedimentos e a Monique dirigindo. Mas não. Isso já me chamou atenção. Ligou o alerta na hora." Durante o depoimento, Leniel também chorou ao comentar os acontecimentos que antecederam a morte do filho e afirmou acreditar que oportunidades de interromper a situação foram perdidas ao longo das semanas anteriores. "Isso me dói, isso me machuca. Tiraram toda possibilidade do Henry se salvar e tiraram a minha oportunidade de salvar meu filho." Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Estratégias de Jairinho e Monique A contestação de provas periciais é uma das principais apostas da defesa de Jairinho para tentar absolver o réu, que até esta sexta-feira foi atacado em depoimentos de ex-namoradas e da filha de uma delas. Todas citaram episódios de agressão contra elas e seus filhos, em diferentes períodos. A defesa de Jairinho nega e afirma que Leniel Borel, pai da criança, orientou as testemunhas a mentirem para incriminar o ex-vereador. Leniel foi ouvido nesta sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri. Ele afirmou crer que a morte de Henry foi premeditada. Leniel Borel após adiamento do júri da morte do filho Henrique Coelho/g1 Rio Já a defesa de Monique quer tentar provar que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontado por ela como o responsável pela morte de Henry. Os advogados querem provar aos jurados que Jairinho, além de cometer o crime, atuou para calar testemunhas do processo, e que a babá Thayná de Oliveira Ferreira seria cúmplice de Jairinho em episódios de tortura. Testemunhas a pedido de Monique Medeiros: Rosangela Medeiros da Costa e Silva; Bryan Medeiros da Costa E silva; Thayna de oliveira Ferreira; Glauciane ribeiro Dantas; Ana Paula Medeiros Pacheco; Ari Mamede; Marcia Eduarda Andrade Vieira; Testemunhas a pedido da defesa de Jairinho: Jairo Souza Santos (Coronel Jairo) Fernanda Abidu Figueiredo Leonardo Huber Tauil Roberto Claure Arena de Souza Hewdy Lobo Ribeiro Miriam Santos Rabelo Costa Cristiane Izidoro

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